Gomes Andre Faria - Agile стр 14.

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essencial a presença de alguém com um perfil de negócios próximo para ajudá-los a

compreender o que de fato é de valor e o que não é.

Quanto mais cedo for possível agregar valor ao cliente, melhor será o resultado.

Quando o cliente recebe o software funcionando em um curtos intervalos de tempo,

além de ganhar vantagem competitiva, o trabalho em progresso também diminui

(WIP). Consequentemente, a quantidade de trabalho parcialmente pronto diminuirá

o desperdício, conforme abordado anteriormente.

A Dell Computadores, por exemplo, não acumula estoques e entrega pedidos

personalizados em menos de uma semana e, exatamente por não possuir estoques

acumulados, pode oferecer a seus clientes novos produtos antes de seus concorrentes,

sem ter que se preocupar em queimar estoques de produtos antigos.

Assim como a faz a Dell, uma equipe de software que entrega rapidamente e man-

tém um baixo nível de trabalho parcialmente pronto pode responder rapidamente a

novas necessidades que venham a surgir sem se preocupar em deixar o trabalho que

já foi começado para trás.

As organizações que entregam rapidamente estruturam-se de forma que as pes-

soas saibam como o trabalho deve ser feito sem que alguém precise dizer a elas o

que fazer [48]. Essas pessoas devem ser capazes de resolver problemas e fazer adap-

tações para responder a mudanças. Essas diretrizes são profundamente aplicadas na

Toyota.

Entregar rapidamente é complementar ao princípio de tomar decisões no úl-

timo momento possível. Por exemplo: se o cliente recebe entregas de software toda

semana, não precisa decidir sobre o que será feito daqui a nove meses. Entretanto,

32

Casa do Código

Capítulo 3. Foco em Valor para o Negócio

se o cliente recebe software somente a cada três meses, então precisará decidir sobre as novas funcionalidades no mínimo três meses antes de poder vê-las em funcionamento.

Nesse capítulo abordaremos como equipes podem aplicar práticas ágeis para ga-

rantir que o cliente receba valor de negócio com frequência através da entrega iterativa de software em funcionamento.

3.1

Disseminando a Visão do Projeto

Projetos sempre nascem de ideias de pessoas. Ideias que, geralmente, nascem de ten-

tativas de tornar um determinado processo mais eficiente. Seus donos são chamados

de visionários, porque eles possuem a visão do projeto e, entendem a necessidade e

conhecem o problema que o software deve resolver. A visão revela para onde o pro-

jeto está indo e por que ele está indo para lá.

Todo projeto possui um ou mais visionários, alguém que conseguiu enxergar

uma necessidade e teve uma ideia de solução para suprir essa necessidade. Ainda

que um projeto possua muitos visionários, é necessário que alguém tome a responsa-

bilidade de promover e comunicar essa visão à equipe de desenvolvimento e a todos

os outros interessados no projeto.

Esse papel, geralmente, é de responsabilidade do gerente de projetos, do próprio

cliente, ou de alguém que represente o cliente. No método Scrum, por exemplo, a

visão do projeto é responsabilidade do Product Owner.

É muito importante que o visionário esteja bem próximo à equipe de desenvol-

vimento para esclarecer as frequentes dúvidas que surgem ao longo do projeto. Por

isso, um dos princípios do método XP é ter o Cliente Presente. Uma vez que todos forem contagiados com a visão do projeto, as chances de sucesso se tornam muito

maiores.

Há três perguntas essenciais que o visionário precisa comunicar à equipe:

1) Que objetivo o projeto deve atingir?

2) Por que esse projeto agregará valor?

3) Como medir se o projeto foi bem sucedido?

Para que a equipe possa desenvolver um software alinhado com a visão do pro-

jeto, é necessário que a visão esteja sempre acessível para todos, por isso a importância do visionário estar presente na equipe.

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3.1. Disseminando a Visão do Projeto

Casa do Código

Muitas equipes mantêm uma breve descrição da visão, como por exemplo, a res-

posta das três perguntas acima, em um wiki ou portal interno, ou até mesmo im-

presso e anexado ao quadro da equipe. O importante é que esteja ao alcance de

todos.

Os visionários devem estar presentes nos momentos de tomada de decisão, nas

reuniões de planejamento, nas apresentações de demonstração das iterações ou reu-

niões de revisão. Se isso não acontecer, provavelmente a equipe não entenderá o

propósito do produto que estão desenvolvendo. Poderíamos comparar isso a um

médico que faz uma cirurgia, que não sabe de que mal está tentando livrar o paci-

ente.

Equipes de desenvolvimento de software tomam milhares de pequenas decisões

todos os dias, e sem uma boa visão geral e contexto do que está sendo construído, é muito difícil tomar boas decisões.

Como grande parte das equipes ágeis adotam um único representante da visão

do produto, de agora em diante, o visionário será referido como Product Owner ou

PO.

Será que todos estão na mesma página?

Marc Benioff, CEO da Salesforce.com, conta que um certo dia esta-

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