Gomes Andre Faria - Agile стр 25.

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quando você tem as informações que precisa

para tomar a decisão de comprometer-

se de verdade.

Uma opção é uma escolha, uma decisão de escolher uma estratégia em vez da

outra, de escolher um caminho em vez do outro, de comprar um produto em vez do

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3.12. Mantenha as Opções Abertas

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outro, de trabalhar em uma funcionalidade em vez de em outra. Cada uma dessas

escolhas tem um retorno sobre o investimento. O desafio é trabalhar com a opção

que tiver o melhor retorno sobre o investimento.

A diferença principal entre compromissos e opções é que podemos mudar de

escolha de opções sem custo algum, ou com um baixo custo, mas mudar um com-

promisso, geralmente, gera custos ou problemas caso ele não seja cumprido. Temos

o custo da opção e o retorno sobre o investimento que cada uma oferecer.

O mais interessante é que há valor nas opções que conhecemos e naquelas que

não conhecemos também. Por isso é sempre importante considerar todas as opções

possíveis e procurar aprender sobre opções até então desconhecidas antes de se com-

prometer com uma determinada opção.

Decidir no último momento possível (não confundir com negligenciar) é um

dos princípios de Lean Software Development, e também é algo que faz parte de uma

série de práticas utilizadas em equipes ágeis como Refactoring e Design Emergente (o design não é definido de antemão mas vai evoluindo ao longo do desenvolvimento),

Planejamento Iterativo (a equipe se compromete apenas com as histórias de usuário

de um iteração e o resto do backlog torna-se uma opção para o Product Owner; essas

histórias podem ou não se tornar uma obrigação se incluídas no planejamento da

próxima iteração), Incrementos Potencialmente Entregáveis (O PO pode exercer ou

não a opção de fazer um release do resultado de uma iteração) etc.

Já com métodos tradicionais, o cliente precisa decidir sobre todo o escopo de an-

temão, e se precisar de alterações terá custos extras, por isso, é levado a tomar uma série de (más) decisões antecipadas, e esse mesmo erro permanece no Big Requirements Up Front e no Big Design Up Front.

Muitas pessoas preferem estar erradas do que estar em dúvida. Por isso, acabam

tomando decisões ruins, por serem precipitadas [30]. Opções Reais nos apresentam

uma melhor forma de lidar com nossas decisões.

Três regras das Opções Reais:

1. Opções são valiosas: Opções são valiosas porque podem ser executadas. No

exemplo do ingresso do cinema, para o comprador é uma opção que está justamente

na possibilidade de entrar na sessão para ver o filme. O valor está em ter opções em poder escolher.

2. Opções expiram: Opções têm um tempo de vida, no caso do ticket de cinema, ele só vale durante o tempo do filme, após a sessão do filme, a opção perde seu valor, independente de ser sido exercida ou não.

3. Nunca se comprometa cedo, a menos que saiba o porquê: Quando você se

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Capítulo 3. Foco em Valor para o Negócio

compromete com uma opção está abrindo mão de todas as outras e do valor que elas

podem oferecer. Quando nos comprometemos cedo demais, há um grande risco de

não conhecermos todas as opções ou não escolhermos a melhor.

Injeção de Funcionalidades

Muitos projetos começam com uma grande lista de funcionalidades abstratas a

serem desenvolvidas e, então, o time precisa correr atrás de um valor de negócio

pouco claro e desconhecido. Ou seja, é como se soubessem que têm que correr, mas

não soubessem a direção e nem por que estão correndo.

Quando alguém lhe pede para alterar algo da interface de usuário, por exemplo,

qual é o valor que está por trás dessa mudança? Reduzir o tempo do Processo? Ga-

nhar novos Usuários? Reduzir a chance de que um erro aconteça? Quando o cliente

diz Preciso que seja incluído o Campo X no Sistema, você sabe o motivo? Que valor está por trás disso? Será que isso realmente vai agregar algum valor? Para quem? De que forma?

Às vezes o PO dá ênfase no como em vez de enfatizar o porquê. Mas se isso

for invertido, e o PO trouxer o porquê, junto com o time, podem chegar a um como

muito melhor.

A Injeção de Funcionalidades é um Processo de Análise de Negócios criado por

Chris Matts com base na Teoria das Opções Reais para resolver esse problema. O

processo possui três passos bem simples.

1. Persiga o Valor de Negócio

Quando o valor de negócio não está claro, as equipes não podem buscar for-

mas diferentes e mais eficientes de se conseguir o valor. A funcionalidade pode ser entregue, porém de forma distorcida e não levar o valor que era esperado.

A Injeção de Funcionalidades (em inglês Feature Injection) propõe que tudo co-

mece com um modelo de entrega de valor [6], como por exemplo: Nós esperamos

que o tempo médio de faturamento reduza de 20 minutos para 5 minutos, que o nú-

mero de colaboradores dedicados ao processo reduza de 100 para 40, e a quantidade

de emissões incorretas reduza de 900 notas fiscais para 100 notas fiscais.

Um modelo como esse permite que o time avalie as funcionalidades que estão

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