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Casa do Código
Livros para o programador
Rua Vergueiro, 3185 - 8º andar
04101-300 Vila Mariana São Paulo SP Brasil
Casa do Código
Sumário
Sumário
1
Liderar ou sangrar?
1
2
Oferta e demanda
5
3
Escrever código não é suficiente
9
4
Seja o pior
13
5
Invista em sua inteligência
17
6
Não escute seus pais
21
7
Seja generalista
27
8
Seja especialista
33
9
Não coloque todos os seus ovos num só cesto
37
10 Ame-o ou deixe-o
41
11 Aprenda a pescar
47
12 Aprenda como os negócios realmente funcionam
51
13 Encontre um mentor
55
14 Seja um mentor
59
15 Pratique, pratique, pratique
63
i
Sumário
Casa do Código
16 O jeito que você faz
69
17 Nos ombros dos gigantes
73
18 Automatize-se em um emprego
77
19 Agora mesmo
83
20 Leitor de mentes
87
21 Êxito diário
91
22 Lembre-se de para quem você trabalha
95
23 Esteja onde você está
99
24 Quão bom eu posso fazer um trabalho hoje?
103
25 Quanto você vale?
107
26 Uma pedrinha em um balde dágua
111
27 Aprenda a amar manutenção
115
28 Maratona de oito horas
121
29 Aprenda a falhar
125
30 Diga Não
129
31 Não entre em pânico
133
32 Diga, faça, mostre
137
33 Percepções e perssepisões
145
34 Guia de aventura
149
35 Eu iscrevu mto beim
153
ii
Casa do Código
Sumário
36 Estar presente
157
37 Fale com propriedade
163
38 Mude o mundo
167
39 Faça sua voz ser ouvida
169
40 Construa sua marca
173
41 Lance seu código
177
42 Seja marcante
181
43 Fazendo o gancho
185
44 Já obsoleto
191
45 Você já perdeu seu emprego
195
46 Caminhe sem destino
197
47 Trace um roteiro
199
48 Observe o mercado
203
49 Aquele gordo no espelho
205
50 A armadilha de macaco da Índia do Sul
209
51 Evite planejamento de carreira do modelo cascata
213
52 Melhor que ontem
217
53 Seja independente
221
54 Divirta-se
225
55 Nota da editora
227
iii
Sumário
Casa do Código
Bibliografia
229
iv
Capítulo 1
Liderar ou sangrar?
Se você vai investir seu dinheiro, muitas opções estão disponíveis. Você pode investi-lo em uma poupança, apesar de que o rendimento possivelmente não seja tão van-
tajoso se comparado com a inflação. Ou você pode investi-lo em títulos do governo.
Novamente, você pode não ganhar tanto dinheiro, mas são apostas seguras.
Ou ainda, você pode investir em uma pequena startup. Você pode, por exemplo,
investir algum dinheiro em troca de uma pequena parte na sociedade da empresa. Se a ideia da empresa for boa e ela puder executá-la, você pode potencialmente ganhar bastante dinheiro. Por outro lado, não é nem garantido que você vá recuperar seu investimento.
Esse conceito não é novo. Você começa a aprendê-lo como uma criança brin-
cando. Se eu correr por aqui, eu vou surpreender todo mundo e não vou ser pego.
Você é lembrado disso com bastante frequência no seu cotidiano. Você passa pelo
trade-off risco-recompensa quando está atrasado para uma reunião e precisa esco-
lher o melhor caminho para o trabalho. Se o trânsito não estiver ruim, eu possochegar lá 15 minutos mais rápido se eu for por esse caminho. Mas se tiver trânsito, Casa do Código
estou ferrado.
O trade-off risco-recompensa é uma parte importante do processo de fazer esco-
lhas intencionais sobre em quais tecnologias e domínios investir. Quinze anos atrás, uma escolha de baixo risco seria aprender a programar em COBOL. Claro, também
havia tantos programadores COBOL com quem concorrer, que o salário médio nessa
época já não era fenomenal. Você podia facilmente encontrar trabalho, mas não seria algo tão lucrativo. Baixo risco. Baixa recompensa.
Por outro lado, se àquela época você tivesse decidido investigar a nova linguagem de programação da Sun Microsystems, o Java, durante um tempo talvez fosse difícil encontrar emprego em algum lugar que estivesse usando essa linguagem. Quem iria
saber se alguém realmente faria algo em Java?
Mas se você estivesse de olho em como estava a indústria naquela época, da
forma como a Sun estava, você poderia ter visto algo especial no Java. Poderia ter sentido
que aquilo se tornaria grande. Investir naquela tecnologia logo no início faria de você um líder em uma grande e influente tecnologia.
É claro, nesse caso você teria se dado bem. E se tivesse jogado suas cartas cor-
retamente, seu investimento em Java teria sido muito lucrativo. Alto risco. Alta recompensa.
Agora, imagine que também há 15 anos você tenha visto uma demonstração do
novo BeOS, da Be. Na época ele era incrível. Ele foi construído para tirar vantagem de múltiplos processadores. Suas capacidades de multimídia eram impressionantes.
A plataforma fez bastante barulho na época e os especialistas sentiam que estava ali um novo concorrente fortíssimo no mercado de sistemas operacionais.
Com a nova plataforma, claro, viriam novas maneiras de programar, novas APIs,
novos conceitos de interfaces com o usuário. Era muita coisa para se aprender, mas parecia valer bastante a pena. Você poderia ter criado o primeiro cliente de FTP ou o primeiro gerenciador de informações para o BeOS. Quando a Be lançou uma versão