smartphones cresceu 179% no Brasil, com destaque para as informações de que:
33% das pessoas já tinham smartphones;
20% com funções consideradas avançadas, como Wifi, GPS etc;
41% acessava a internet;
No último quadrimestre, o número de usuários mobile cresceu 40%.
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Casa do Código
Capítulo 1. Introdução
Pode parecer incrível, mas se compararmos as vendas de aparelhos móveis com
a taxa de natalidade, os dispositivos mobile têm uma taxa de crescimento 4 vezesmaior que a da população mundial!
E, partindo para o lado financeiro (http://ow.ly/awinf ):
O PayPal movimenta US$ 10 milhões por dia em pagamentos mobile;
As vendas mundiais através de dispositivos móveis no eBay chegaram perto
de US$ 2 bilhões em 2010 (são feitos cerca de 94 lances por minuto);
Em dezembro de 2010, o número de usuários do aplicativo do Yelp estava na
casa dos 3,2 milhões e 35% das buscas feitas no site são através desse app.
Levando em conta como é feito o uso do mobile pelas pessoas, também há alguns
números recolhidos pelo Google em solo estadunidense que merecem atenção (http:
//ow.ly/awkw7):
79% usam smartphone como auxílio na hora de fazer compras (70% dentro da
loja);
11
1.1. Estatísticas do mundo mobile
Casa do Código
54% para procurar o endereço de uma loja;
49% para comparar preços;
44% para ler reviews de produtos;
74% tomam a decisão da compra baseados em informações obtidas no
smartphone;
35% dos que pesquisam no smartphone compram o produto através dele;
88% que encontram informações no smartphone tomam a iniciativa no mesmo
dia;
71% dos que buscam algo em um smartphone o fazem após verem um anúncio;
79% dos anunciantes ainda não têm um site otimizado para mobile (!).
Nosso Planeta Mobile: Brasil"
Em maio de 2012, a Google liberou, no mundo todo, uma pesquisa chamada de
Nosso Planeta Mobile. Felizmente, o Brasil também foi contemplado e um docu-
mento foi disponibilizado com os resultados obtidos. É altamente aconselhável que
você tenha acesso e estude o relatório
Nosso Planeta Mobile: Brasil - Como en-
tender o usuário de celular (http://ow.ly/bg93Q). Já adiantando alguns números importantes:
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Capítulo 1. Introdução
A difusão dos smartphones atinge 14% da população e esses proprietários de
smartphones dependem cada vez mais de seus dispositivos. 73% acessam a
internet todos os dias no smartphone e muitos nunca saem de casa sem ele;
88% dos usuários de smartphones procuram informações locais em seus tele-
fones e 92% tomam decisões em decorrência disso, como fazer uma compra
ou entrar em contato com a empresa;
31% dos usuários de smartphones fizeram uma compra pelo celular;
Anúncios para celular são vistos por 94% dos usuários de smartphones;
75% dos usuários realizaram uma pesquisa em seus smartphones depois de
visualizar um anúncio off-line.
1.2
Uma questão de conceito
Como vimos, já é uma realidade que os mais diversos dispositivos mobile chegaram
para ficar, estão assumindo seu lugar (e o de outros) e, daqui a não muito tempo,
prometem ser o padrão para acesso a web! Já é hora de começar a olhar para o desk-
top com um olhar saudosista, agradecendo por tudo o que ele fez por todos nós até
hoje, mas, ao mesmo tempo, já se preparando para o que o futuro (breve) trará.
Em nosso dia-a-dia, já é possível perceber isso. Note que, nos lugares mais inu-
sitados, as pessoas estão andando não somente com seus smartphones ligados e em
pleno uso, mas, também, com seu tablets, e-Readers e muitos outros dispositivos com nomes extravagantes. Mas não pense somente em dispositivos com displays menores
do que os tamanhos de monitor convencionais. Ou ainda não ouviu falar nas Smart
TVs e nem viu alguém acessando sites através de um videogame?
Em quaisquer dos casos citados, a situação ideal é que os sites desenvolvidos
sejam bem apresentados (e, até, otimizados) conforme o device que o está acessando no momento. Será que as informações exibidas para quem acessa um site de jogos
através de seu videogame devem ser apresentadas exatamente da mesma maneira de
quem realiza esse acesso usando um celular ou tablet? Obviamente que não!
Mas é aí que está o grande problema do desenvolvimento web tradicional": os
sites não são idealizados, desde sua concepção, para serem flexíveis e mostrados de forma adequada, seja lá por que meio de acesso a pessoa os estejam acessando. Perceba que, mais do que uma questão técnica, estamos tratando de algo conceitual!
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1.3. Mas meu site já está bom para Android e iPhone!
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E para começar a pensar em web design responsivo, o primeiro passo é começar
a mudar seus conceitos!
Qual a solução?
A solução (ou soluções) para que a web possa evoluir e os desenvolvedores pos-
sam atualizar seu know-how teórico e prático é, justamente, o que é tratado neste
livro. Através dos conteúdos aqui apresentados, é que os profissionais de web to-
marão conhecimento sobre técnicas como layout fluído, imagens flexíveis, MediaQueries e muitas outras dicas úteis sobre o desenvolvimento de web sites responsivos!