Fuentes Vinícius Baggio - Ruby on Rails: coloque sua aplicação web nos trilhos стр 22.

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de recursos e entender o que cada parte do MVC faz devidamente. Isso significa

que, sempre que possível, devemos modelar nossas aplicações como recursos e que

nunca, jamais, devemos colocar regras importantes de negócio em Controles, por exemplo, pois não é o papel dele.

Entendido isso, vamos continuar. Agora é hora de voltar a programar!

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Capítulo 4

Primeiros passos com Rails

Conhecer seus limites já é estar a frente deles.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel

Para criar uma aplicação Rails, usaremos um script que a gem do Ruby on Rails

instala no sistema. Se você ainda não instalou Ruby e Rails, dê uma olhada na se-

ção 2.1, lá você encontrará instruções de como fazê-lo e em seguida volte aqui para

começarmos a construção do Colcho.net.

4.1

Gerar o alicerce da aplicação

Vamos ao terminal gerar o esqueleto para o Colcho.net. Para criarmos um novo pro-

jeto, precisamos executar no terminal o comando rails new, passando em seguida

o nome do projeto que será criado, no caso colchonet.

Ao começar a instalar, aproveite para pegar mais café ou sua bebida favorita, pois

pode demorar um pouco.

Casa do Código

Capítulo 4. Primeiros passos com Rails

Figura 4.2: Estrutura de pastas geradas - 2

Cada pasta possui um significado e já é um efeito do conceito que vimos no

capítulo 1, chamado Convenção sobre Configuração. Isso significa que não teremos

um XML que dirá em que pasta fica o quê, em contrapartida, significa também que

temos que seguir a estrutura proposta. Eu pessoalmente acho que é uma ótima troca!

Vamos entender o que é cada uma delas:

app - É onde fica o código principal da

sua aplicação. Controles ficam na pasta

controllers, apresentações em views, javascript e CSS em assets e modelos em

models. A pasta helpers guarda códigos auxiliares usados em apresentações e

mailers são classes para o envio de emails.

config - Configuração da aplicação, como informações sobre banco(s) de da-

dos, internacionalização de strings (I18n), time zone, e outras coisas.

db - Armazena migrações e o esquema do banco de dados usado na aplicação.

doc - Toda a documentação de sua aplicação deve estar aí.

lib - Armazena código externo à sua aplicação mas que não faz parte de gems.

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4.2. Os ambientes de execução

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Aí também ficam tarefas rake, código que deve ser executado fora do ambiente

Web.

log - Onde ficarão seus logs e, se tudo der certo, uma pasta que você raramente

terá que acessar.

public - Arquivos estáticos como favicon.ico, robots.txt, 404.html e

500.html, que serão exibidos nos casos de página não encontrada e erro de

servidor, respectivamente.

script - Guarda o script rails, usado para gerar código (vamos ver mais de-

talhes sobre esse comando a seguir).

test - Testes unitários, integração, funcionais e performance ficam aqui. Este

é um tópico bastante complicado e merece seu próprio livro, então, ao invés

de vermos o assunto pela metade, indico a leitura do RSpec Book [5] ou o Guia

Rápido de RSpec [9].

tmp - Nesta pasta ficam arquivos temporários como PIDs, cache, entre outros.

vendor - É onde você deverá instalar plugins de terceiros que não são gems.

Também é uma boa ideia instalar eventuais plugins javascript e CSS aqui, para

separar o código da sua aplicação.

Dê uma olhada no conteúdo das pastas e abra alguns arquivos, apenas por curi-

osidade, para quebrar o gelo, já que você e o Rails ainda são estranhos entre si. Dê

uma atenção especial ao arquivo config/application.rb, o arquivo de configura-

ções gerais da sua aplicação.

4.2

Os ambientes de execução

O Rails possui o conceito de ambientes de execução do aplicativo e cada um deles

possui um conjunto próprio de configurações. Um exemplo de configuração que

varia por ambiente é o caching de classes, ou seja, todo o código Ruby presente na

pasta app será carregado apenas uma vez. Isso é bastante útil em produção devido a

maior performance, porém, em desenvolvimento, atrapalha bastante.

Por padrão, o Rails possui, mas não se limita a, três ambientes:

development: É o ambiente padrão, onde o Rails é totalmente configurado

para facilitar o desenvolvimento;

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Capítulo 4. Primeiros passos com Rails

test: Ambiente para se executar testes de todos os níveis (unitários, integra-

ção, etc.);

production: É o ambiente em que a aplicação deve executar quando rodando

no servidor, para os seus usuários. Por esse motivo, é otimizado para perfor-

mance.

Cada

ambiente

possui

seu

próprio

banco

de

dados.

O

arquivo

config/database.yml possui a definição da configuração de banco de dados

para cada ambiente. Veja o exemplo para o ambiente de desenvolvimento, usando o

adaptador para o PostgreSQL:

development:

adapter: postgresql

database: colchonet_dev

host: localhost

username: vinibaggio

password:

pool: 5

timeout: 5000

Outros

arquivos

relacionados

com

ambientes

ficam

na

pasta

config/environments, no qual cada arquivo é carregado automaticamente de

acordo com o ambiente em execução.

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