2.5
Concluindo e desafiando
Entender a estrutura de diretórios, as convenções utilizadas pelo framework MVC
e o modelo de roteamento, é de fundamental importância para projetar aplicações ASP.NET MVC que usufruam do poder da plataforma em sua plenitude. No pró-
ximo capítulo, você será inserido no processo de planejamento de uma nova aplica-
ção ASP.NET MVC. Esta aplicação será utilizada durante todo o livro para apresentar os demais conceitos e recursos da plataforma.
Neste ponto você já possui insumos suficientes para seguir através dos próximos capítulos. Nossa preocupação aqui fazer com que o conhecimento seja construído evolutivamente, pouco a pouco.
Desafio: Imagine que você precise adicionar um plugin jQuery para realizar alguma tarefa específica. Levando-se em consideração a convenção do ASP.NET MVC
e a estrutura de diretórios proposta pela aplicação exemplo, adicione os arquivos do mesmo em seus respectivos lugares no projeto. Dica:
Content não está lá por
acaso.
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Capítulo 3
Projetando a aplicação Cadê meu
médico?
Nos primeiros capítulos deste livro, você foi apresentado aos conceitos iniciais relacionados ao framework ASP.NET MVC. Além disso, você criou sua primeira aplicação MVC que, muito embora tenha sido extremamente simples, esteve completamente
funcional.
Apesar de básicos, os conceitos apresentados até aqui são de fundamental im-
portância para o desenvolvimento de aplicações utilizando ASP.NET MVC. Daqui
por diante, não só utilizaremos os conceitos já vistos, como iremos conhecer novos.
Isso será realizado à medida que avançamos na criação de uma aplicação fictícia, chamada Cadê meu médico?.
Nos próximos capítulos, avançaremos no desenvolvimento da aplicação Cadê
meu médico?. Você será guiado não apenas pelos detalhes da aplicação, como através de novos recursos do ASP.NET MVC. Apresentaremos também dicas e truques
que podem facilitar em grande escala o trabalho ao utilizar Models, Views e Control-3.1. Cadê meu médico?
Casa do Código
lers.
Assim como a grande maioria das aplicações do mundo real, vamos construir
passo a passo uma área administrativa para nossa aplicação, afinal de contas, precisamos saber quem está inserindo informações em nossa base de dados e, claro, precisamos de segurança. Ao projetar a aplicação, levaremos em consideração também aspectos como a utilização em dispositivos móveis, boas práticas de programa-
ção e design.
3.1
Cadê meu médico?
Quem nunca precisou descobrir quais são os médicos de determinada especialidade disponíveis em sua cidade? Cadê meu médico? implementa justamente esta ideia.
De forma rápida e fácil, os usuários poderão realizar consultas simples aos médicos disponíveis de forma segmentada por especialidade.
Para que a pesquisa funcione de forma satisfatória, médicos e especialidades deverão, evidentemente, ser cadastrados no sistema e em função disso, construiremos um backend com todos os cadastros necessários (o que já apresentará uma série de novos conceitos).
Assim, os seguintes recursos serão implementados:
Área administrativa da aplicação: área de acesso restrito, onde os usuários precisarão realizar o processo de autenticação para ter o devido acesso. Além
do mecanismo de login, dentro da área administrativa serão implementados
todos os cadastros (médicos, especialidades, cidades e usuários);
Gerenciamento de médicos: acoplada à área administrativa criaremos uma subárea para CRUD (Create, Read, Update e Delete) de novos médicos;
Gerenciamento de especialidades médicas: também acoplada à área admi-
nistrativa, será criada uma subárea para CRUD de especialidades médicas;
Página pública para consulta de médicos por especialidade: criaremos uma página pública, onde disponibilizaremos os recursos necessários para que a
consulta de médicos possa ser realizada;
Versão do site para dispositivos móveis: conforme mencionado anteriormente, temos a preocupação de que nossa aplicação possua uma experiência
adequada para dispositivos móveis. Desta forma, criaremos uma nova página
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Casa do Código
Capítulo 3. Projetando a aplicação Cadê meu médico?
(também pública) de consulta aos médicos mas, desta vez, voltada para dis-
positivos móveis.
Para que a proposta da aplicação Cadê meu médico? torne-se mais clara sob
os pontos de vista funcional e arquitetural, apresentamos alguns detalhes acerca da mesma. Assim, convidamos a considerar a figura 3.1.
Figura 3.1: Visão geral da aplicação Cadê meu médico?
Além da visualização da estrutura, neste momento, um esforço adicional se faz
necessário. Trata-se da construção e posterior apresentação de um diagrama de entidades e seus respectivos relacionamentos. Evidentemente, ao realizarmos tal operação, já estamos pensando na estrutura final de banco de dados de nossa aplicação.
A figura 3.2 apresenta o DER (Diagrama Entidade-Relacionamento) pro-
posto.Para chegarmos a este modelo, estamos considerando algumas regras de ne-
gócio para o sistema. São as principais:
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3.1. Cadê meu médico?