Monteiro João Bosco - Google Android: crie aplicações para celulares e tablets стр 7.

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strings.xml, para compor a mensagem final para o usuário. Para isso, basta

recuperá-la através do método getResources:

String saudacao = getResources().getString(R.string.saudacao);

Podemos fazer a leitura dessa saudação no método onCreate e usar a mensa-

gem na nossa implementação de surpreenderUsuario, como no código a seguir:

29

1.5. Hello World 2.0

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public class MainActivity extends Activity {

private EditText nomeEditText;

private TextView saudacaoTextView;

private String saudacao;

@Override

public void onCreate(Bundle savedInstanceState) {

super.onCreate(savedInstanceState);

setContentView(R.layout.activity_main);

this.nomeEditText = (EditText) findViewById(R.id.nomeEditText);

this.saudacaoTextView =

(TextView) findViewById(R.id.saudacaoTextView);

this.saudacao = getResources().getString(R.string.saudacao);

}

public void surpreenderUsuario(View v) {

Editable texto = this.nomeEditText.getText();

String msg = saudacao + " " + texto.toString();

this.saudacaoTextView.setText(msg);

}

//demais códigos existentes

}

Agora, podemos executar essa aplicação, que será similar à figura 1.23

Figura 1.23: HelloWorld 2.0

30

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Capítulo 1. Construa sua primeira aplicação

1.6

Conclusão

Neste capítulo aprendemos um pouco da história do Android e suas versões e tivemos o primeiro contato com o Android SDK e com a Eclipse IDE. Criamos um

projeto de exemplo, buscamos entender seus detalhes e organização, além de fazer modificações no código e layout para termos nossa primeira experiência. No capí-

tulo seguinte abordaremos itens essenciais para o desenvolvimento

Android.

31

Capítulo 2

Entenda o funcionamento do

Android

Após desenvolver nosso primeiro projeto na plataforma Android, é importante conhecer um pouco mais dos elementos que a compõe e também do funcionamento

básico do Android. Este capítulo apresenta como as aplicações são geradas e executadas, quais são os componentes de aplicação existentes na plataforma, como eles se comunicam e também como os elementos de interface gráfica estão organizados.

2.1

A execução das aplicações

As aplicações implementadas utilizando a linguagem Java são executadas através de uma máquina virtual, baseada em registradores e otimizada para consumir pouca memória, chamada Dalvik. Ao contrário da máquina virtual Java que executa bytecodes, a Dalvik utiliza arquivos no formato .dex gerados a partir de classes Java compiladas. Esta conversão é feita pela ferramenta dx que acompanha o Android

2.1. A execução das aplicações

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SDK.

Basicamente, o que é feito é o agrupamento de informações duplicadas que se

encontram espalhadas em diversos arquivos .class em um arquivo .dex, com

tamanho menor do que os arquivos que o originaram. O dx também faz a conversão de bytecodes para um conjunto de instruções específico da máquina virtual Dalvik.

Depois de criado, o arquivo .dex e todos os recursos utilizados na aplicação, como imagens e ícones, são adicionados em um arquivo .apk, que é o aplicativo propriamente dito, capaz de ser instalado em um dispositivo. Estes arquivos se encontram na pasta bin do projeto.

É possível distribuir sua aplicação para outras pessoas apenas fornecendo o arquivo .apk. No entanto, para colocá-la na loja Google Play alguns outros passos são necessários, os quais serão detalhados em outro momento. A figura 2.1 demonstra o processo de geração do aplicativo.

Figura 2.1: Processo de geração do aplicativo

No sistema operacional Android, para cada aplicação é atribuído um usuário

único de sistema e apenas este usuário recebe permissões para acessar seus arquivos.

Além disso, por padrão, cada aplicação é executada em um processo próprio, que possui também sua própria instância da máquina virtual Dalvik. Sendo assim, ela é executada de forma segura e isolada das demais.

Neste contexto, uma aplicação não pode acessar arquivos de outra e tampouco

acessar diretamente recursos do sistema operacional como a lista de contatos, câ-

mera, gps e rede, sem que o usuário explicitamente autorize o acesso durante a instalação dela. Diante dessas restrições de segurança, como tiramos proveito de toda a infraestrutura do Android e também de aplicativos de terceiros para incrementar as funcionalidades da nossa aplicação, incluindo por exemplo, um recurso de capturar fotos e vídeos e compartilhar via e-mail? Esse é justamente o ponto que vamos abordar na próxima seção.

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Capítulo 2. Entenda o funcionamento do Android

2.2

Conheça as Intents e Intent Filters

As Intents geralmente são criadas a partir de ações do usuário e representam a intenção de se realizar algo, como iniciar o aplicativo de correio eletrônico do Android ou iniciar a reprodução de uma música. Formalmente, as Intents podem

ser definidas como mensagens enviadas por um componente da sua aplicação (uma activity, por exemplo) para o Android, informando a intenção de inicializar outro componente da mesma aplicação ou de outra. A imagem 2.2 demonstra as opções

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